As vezes paro pelas ruas de Salvaterra e fico observando a paisagem. Como temos uma cidade bonita, com gente guerreira, uma história que da orgulho. Afinal, foi por aqui que tudo começou. A primeira colônia implantada, a primeira comarca da ilha do Marajó, Joanes e Monsarás. Nossa como é bom olhar a ilha do farol, vislumbrar a Praia Grande lá do barranco da pousada Bosque dos Aruãs. Pedindo licença antes a equipe do seu Jurandir. Claro!

A vista aérea da Praia Grande de Salvaterra. Pitoresca...
Mas fico triste quando observo como nossa cidade está abandonada, desgovernada, bagunçada por um governo municipal totalmente atabalhoado, sem rumo, descompromissado. É assim que estamos. Depois de tanto gastar com os processos judiciais que está respondendo, certamente que o Prefeito do Município não tem tempo para cuidar de Salvaterra. Nem na cidade ele para mais. Há muito tempo que já não parava, agora piorou.
Enquanto todos os prefeitos do Marajó estão empenhados em garantir mais conquistas para seu povo, nós por aqui ficamos esperando que Deus nos dê uma luz no fim desse túnel, por que do Prefeito, já era. Juca Araújo é tão faltoso na habilidade política de artiiculação que conseguiu ter a antipatia da Governadora e de seus opositores ao mesmo tempo. Resultado: ninguém mais quer dar ouvido para o Prefeito de Salvaterra. Ninguém mais acredita na fidelidade política do cidadão. Ele se compromete com todo mundo que aparece e acaba não cumprindo nada.
Pra completar, esporte parece ter passado a ser coisa proibida no município. Deve ser por orientação dos pastores da igreja que o Prefeito se diz fazer parte. Não basta o esqueleto do ginásio que o Governo do Estado tentou construir em Salvaterra e que, pela lambança do Prefeito do município, virou sucata, todos os certames esportivos propostos, até mesmo pelos membros de sua equipe, são curiosamente problematizados pelo chefe do executivo, que, além de não dar apoio nenhum aos trabalhos, ainda faz de tudo para atrapalhar.
Assim foi para o Jeps em Soure, quando nossos estudantes e professores, ao invés de serem apoiados, para uma seletiva local com todas as honras, motivando nossos jovens para o esporte, como forma de mantê-los longe do perigo das drogas e garantirmos uma formação integral, preparando-os para o exercício da cidadania, o que vimos foi a equipe da Gerencia de Esporte se esforçando como pode para escolher os representantes de Salvaterra ao evento. Até as bolas para serem compradas foi uma dificuldade sem tamanho. Depois, quando deveriamos ter uma delegação volumosa, compacta, devidamente uniformizada, para fazer bonito, pelo menos na apresentação visual(se bem que trouxemos dois troféus. Parabens as equipes do Salomão Matos e da Passagem Grande) não tivemos nem mesmo um representante da Prefeitura na cerimônia de abertura, ou sequer passando por lá para saber como as coisas estavam indo.
Municípios como Breves, Portel, Curralinho, São Sebastião, entre outros, que ficam do outro lado da ilha vieram com delegações volumosas e muito bem organizados. Nossos alunos de Salvaterra não tinham, nem sequer, o ônibus para ir e vir de Soure. Os jovens dependiam da vaquinha feita entre seus professores e familiares para compra de uniformes e garantia de transporte. A alimentação foi garantida pela Prefeitura de Soure.
Fora a falta de apoio ao esporte, é preciso alertarmos para o perigo do crescimento do comércio de drogas como maconha, cocaína e até o crack, na cidade. Tudo proporcionado pelo descaso.
Em mais um de seus delírios, o Prefeito joga a responsabilidade, unica e exclusiva, para a as Policias Civil e Militar, que, diga-se de passagem, estão fazendo o que podem para barrar essa onda maldita. Temos noticiado com frequência a prisão de traficantes. Mas o responsável direto pela cidade é o Prefeito.
Se a Prefeitura continua autorizando a realização de, em média, quatro festas, por final de semana, garantindo espaços abundantes para que os traficantes despachem seus produtos, fica difícil pra policia segurar. Não temos viaturas nem policiais suficiente para fazer tantas rondas.
Engraçado. O Prefeito barra o esporte mas não barra essa quantidade de festas. Precisamos criar um mecanismo que discipline as promoções festivas. Delimite o numero de festas por fim de semana. Temos até vereador do município que se transformou em promotor de festas. Pra ver como o negocio está dando dinheiro.
Não somos contra as festas. Somente acreditamos que é preciso organizar-se a bagunça que a cidade se transformou a cada fim de semana. As escolas não conseguem mais dar aulas a partir das 4 da tarde de tanto carro som anunciando as festas para os alunos da zona rural.
E haja dinheiro pra beber cerveja! Quem não tem vai roubar, se transformar em vendedor de drogas, se prostituir ou coisa pior.
Uma pena! Salvaterra precisa de um Governo de verdade. Quanto tempo teremos que esperar até sairmos das mãos dos destruidores da nossa cidade. Cada um de nós tem responsabilidade pelo que está acontecendo, porque votamos ou permitimos que, de uma forma ou de outra votassem em quem está ai.
Que sirva para refletirmos…
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